O pessoal da Ong Friends of the Earth Europe lançou a campanha Stop stealing our forests! para denunciar o desmatamento voraz ao qual são vitimas as florestas da Europa e de todo mundo.
Com o slogan “O que é ilegal? Plantar arvores ou destruir nossas florestas?” o grupo promove ações pela madrugada das cidades européias na qual plantam árvores no meio do passeio público. Mesmo lugares inusitados como pontes ganham as suas árvores. E se alguém pensa que eles tem medo de serem pegos no exercício de sua atividade ilegal, não se enganem, pois nem mesmo a polícia escapa.
A ignorância dos americanos é notória em todo mundo. Na Europa até os portugueses tiram onda da cara deles. Perguntar sobre noções complexas de matemática como “Quantos lados tem um triângulo?” é um verdadeiro calvário para um americano médio, tipo George W. Bush. Noções de história e geografia nem se fala. Mesmo que elas sejam essenciais para entender a diplomacia americana, elas passam desapercebidas pela ampla maioria da populção. O resultado mais óbvio são entedimentos que fariam a Carla Perez tremer de indignação como a possibilidade do embargo a Cuba ser motivado porque Fidel Castro canta muito mal ou que Kofi Anan esta em promoção na Starbucks. Até o Brasil, se rir muito desse vídeo, pode ser o próximo pais a sentir o peso da ignorância do Império.
É pra lá de engraçado, mas dá medo. É a cara da política externa americana.
A dica do vídeo é do Blog Incêndio Acidental.
O blog do Marcelo Varda vem sendo alvo de uma série de intimidações por parte de supostos membros da polícia. Sob a proteção do anonimato da internet os ditos policiais promovem uma série de ameaças ao autor do blog. Tudo graças a um post intitulado Kit Manifesto!!, no qual o autor dá algumas dicas sobre como se comportar numa manifestação. O material segue o mesmo modelo de uma série de manuais de Ação Direta, no qual o manifestante é orientado a se defender da polícia quando tem cerceado o seu direito de livre manifestação.
Para quem quem gostou das dicas do post, vale a pena uma leitura mais completa com o Manual de Ação Direta.
O nome de três bancos e a palavra “ações” superaram a palavra “sexo” entre os termos mais procurados no Google na China em 2007
Com muito dinheiro e pouco sexo, a China segue a receita americana para se tornar a nova potência mundial. Se os Estados Unidos já causa esse estrago o que dirá um Estados Unidos Comunista?
O Mude o Mundo é um dos melhores blogs do movimento ambiental. Repleto de notícias e dicas sobre a preservação do planeta, ele segue tentando despertar uma consciência que esteja mais próxima da tarefa de conciliar a humanidade com a natureza.
Abaixo um dos seus cartões de Feliz 2008. Vale a pena ver e ler todos os outros.
Surgida em 1991, a banda Rage Against The Machine foi composta até 2000 por Zack de La Rocha (vocal), Tom Morelio (guitarra), Tim Bob (baixo) e Brad Wilk (bateria). Todos colegas de escola secundaria de Los Angeles, nos Estados Unidos.
A banda faz uma mistura de som pesado (punk, rock, metal, rap, dentre outros) e letras politizadas que denunciam a repressão e o sistema, rendendo-lhes já no seu primeiro álbum (Rage Against The Machine, 1992) a proibição de fazer shows em alguns estados americanos, dado o conteúdo anti-EUA. A crescente censura gerou em 1993, o show no Lollapalooza III, no qual todos os integrantes da banda permaneceram nus no palco durante mais de dez minutos, no mais absoluto silêncio. Todos com a boca amordaçada por fitas pretas e cada qual com uma letra no corpo compondo a sigla da facista Parents Music Resource Center.
Até o lançamento de Evil Empire (1996), seu segundo disco, o Rage promoveu inúmeros shows que viriam a compor uma das características mais marcante do grupo: o apoio a causas, movimentos, grupos e militantes. Em 1994, percorreram a Califórnia com o show For the Freedom of Leonard Peltier, cuja renda foi doada para o Comitê de Defesa de Leonard Peltier, índio americano acusado de assassinar dois agentes do FBI que invadiram sua reserva indígena, oficialmente atrás de um jovem acusado de roubar botinas usadas. O mesmo show também teve a renda dividida entre a United Workers e a Para Los Ninõs.
Em 1996, causaram polêmica ao cantar duas músicas no programa de TV Saturday Night Live. A segunda música não foi ao ar, pois apresentava uma bandeira americana de cabeça para baixo em protesto contra a presença de outro convidado, o mega-empresário e candidato a presidente Steve Forbes.
Ainda em 1996, lançaram o álbum Live and Rare, com regravações de sucesso do primeiro e do segundo disco em versões ao vivo, com a inclusão da inédita Zapata’s Blood, sobre o Movimento Zapatista do México.
Já em 1997 fizeram turnê com o grupo irlandês U2, doando os lucros dos shows à causa de Mumia Abu-Jamal (jornalista e ativista americano negro, condenado à morte por matar um policial que espancava o seu irmão, sem que fosse levado em consideração varias testemunhas de defesa), a da FAIR (ONG que defende minorias), a dos Zapatistas e da Women Alive (entidade que cuida de mulheres portadoras do vírus HIV).
No mesmo ano o guitarrista Tom Morelio foi preso com mais de 30 pessoas em protesto contra a Guess (famosa grife de roupas), na campanha desenvolvida contra as sweatshops, empresas que usam trabalho precarizado. Nas palavras do próprio:
Nós somos contra eles, por que eles tiram proveito dos trabalhadores em Calcutta, e nos EUA (Los Angeles, New York City, e Bay Area). Eles têm condições de trabalho escravas. E eles estão contando com que as pessoas que leiam isso não se importem. Eles acham que a moda é mais importante e mais nada importa, e então aquela exploração brutal daqueles trabalhadores não os importa. Nós estamos dizendo que eles estão errados.
Em 1999 gravaram seu terceiro álbum com músicas inéditas, o The Battle of Los Angeles. Cuja canção Guerrila Radio protesta contra a situação de Mumia Abu-Jamal. Foi realizado um show em beneficio dele e um protesto em Genebra, na Suíça, junto às Nações Unidas contra a pena de morte nos Estados Unidos. No mesmo ano cantaram no Tibetan Freedom Concert, pela independência do Tibete ainda sob invasão chinesa. Na reedição do Woodstock em 1999 queimaram a bandeira dos Estados Unidos.
Em 2000 lançaram um álbum só com covers de rappers como MC5, bandas como Rollings Stones, e cantores como Bob Dylan. Todas as suas músicas foram censuradas e proibidas de tocar nas rádios americana após os eventos de 11 de setembro. Este ano, o Rage Against The Machine está de volta com turnê mundial.
O clipe acima, Wake Up, foi feito pelo pessoal do blog Soma Kaos.
Em uma atitude bem rock, os mais novos garotos propaganda de uma rádio russa deixaram de lado suas ideias bizarras e decidiram curtir boa música.
- Adolf Hitler em sua fase Jackson Five – Os negros são o futuro da música
- Mao Tsé-Tung num show do Kiss, prestes a estirar a lingua – O rock pesado é a verdadeira Revolução Cultural
- Josef Stalin lembrando que Elvis não morreu – Eu abençoo a América pelo Rock’n Roll
PEIDEI mas não fui eu, por Lobão
Em oposição ao falido CANSEI, organizado pela direita brasileira, o cantor-compositor-agitador Lobão lançou o movimento PEIDEI. Depois de ser visto inúmeras vezes com a camiseta com os dizeres “PEIDEI mas não fui eu“, Lobão lançou sua campanha na última quarta-feira (também conhecido como ontem) durante uma entrevista no programa do Jô Soares. Mesmo sem assistir ao programa, adianto que a entrevista foi muito boa. Polêmico e desbocado, Lobão continua com a mesma atitude rock n’roll que faz com que muitos acreditem que ele devia mesmo é lançar um CD só com entrevistas.
A camiseta já causou polêmica no Senado Federal, quando um diretor da TV Senado pediu para Lobão trocar de camisa antes de um debate que seria trasmitido ao vivo, sob a alegação de que aquelas palavras não cairiam bem em uma transmissão em cadeia nacional. Sua resposta foi “só se vocês trocarem o presidente do Senado“.
No programa do Jô, Lobão deixou claro suas intenções em criar um movimento nacional, quem sabe um partido, pela moralização e pela ética na política brasileira. Denunciando que muita gente em Brasília esta com a mão amarela dentre estes o presidente Lula.
A campanha é uma dura crítica a esquerda brasileira que perdeu a autonomia crítica diante do governo petista, fazendo vista grossa aos desmandos do governo Lula e pensando que o mundo se dividiu entre “golpistas” e “adesistas“.
A trilha sonora da campanha é uma paródia da música “Que será que será” de Chico Buarque, lulista de carteirinha, cuja unanimidade na esquerda é maior que a de Che Guevara.
QUEM SERÁ QUE PEIDA
Ó, quem será que peidar
que tire o cu da reta e não demore
com a mão amarela, se inocente
que sem prova concreta não dá pra pegar
e todos os trambiques irão te salvar
com todos os auxílios da presidência
e todo benefício da leniência
de todos os decretos que te aliviam
pois quem não tem vergonha quando chafurda
não entende o desespero de coisa alguma
pois quem não tem decoro, nem nunca terá
porque não dá castigo.Ó quem será que peidar
que apague a luz dos aeroportos
pra debaixo do tapete todos os mortos
e vem gente me pedindo: relaxa e goza
colhendo os impostos para a mesada
na eterna incompetência do governante
impondo com orgulho a falcatrua
a dança do larápio que ganha a rua
enquanto que a gente a se perguntar
aonde é que a gente então vai parar
e se não tem remédio, pra que implorar
a quem não dá ouvidoÓ quem será que peidar
desfaça o flagrante dos mensaleiros
e faça um desagravo pros brasileiros
é só um feriado que a gente esquece
se benza duas vezes com a mão na massa
com a cara de enlevo ninguém vai notar
triplique o dinheiro pra olimpíada
com a cara de tacho que te consagra
no próximo vexame ninguém vai lembrar
não há merecimento nem nunca haverá
por que ninguém exige nem exigirá
tua cabeça a prêmio.
Amanhã, dia 22 de setembro, é o Dia Mundial Sem Carros. A data é comemorada desde a década de 70, quando o mundo começou a desconfiar que o estilo de vida centrado e sentado no carro já não dava tão certo assim.
A idéia teve uma grande influência do movimento de vanguarda holândes Provos, que na década de 60, distribuía bicicletas brancas por toda Amsterdã. Junto com as bicicletas um aviso-chamado de que as mesmas não tinham donos e que poderiam ser usadas livremente, desde que depois do uso fossem liberadas para outras pessoas usarem também. Não demorou muito e a própria população começou a pintar suas bicicletas de branco e sair pela cidade pedalando.
Enquanto a policia holandesa ficava correndo de um lado para o outro tentando apreender bicicletas abandonadas, sob a justificativa de que elas eram um “incentivo ao roubo” e um “atentado ao direito a propriedade”, o movimento ambientalista começava a dar os seus primeiros passos.
Na década de 70 com a primeira grande crise do petróleo ficou evidente que os carros bebiam gasolina demais e que a dependência automotiva era tamanha, que deixar o carro em casa pelo menos uma vez por semana era uma idéia insuportável para muita gente. Daí surgiu a data para conscientizar a população contra o uso indiscriminado do carro.
A história demonstrou que com o passar do tempo a idéia não perdeu sua originalidade. Pelo contrário, com o crescimento da preocupação com o meio ambiente, o carro foi eleito como o símbolo de um sistema predatório que não mede esforços em lucrar, mesmo que seja as custas da destruição do planeta.
Daí em diante uma série de movimentos de esquerda começaram a comprar uma briga contra os carros e contra o seu modo de vida egoísta e sujo. Alguns deles inspirados no Dia Mundial Sem Carros como o ótimo Passeio Ciclístico Nudista Mundial.
Com o aquecimento global sendo a grande pauta do dia, a idéia de um dia sem carros, torna-se ainda mais sedutora.
Estima-se que mais de 1600 cidades em todo mundo tenham alguma atividade no dia 22 de setembro. Aqui no Brasil o blog Apocalipse Motorizado tem uma agenda do evento. Além de andar a pé e de bicicleta você pode também:
- beber sem se preocupar em dirigir;
- olhar para as bundas das meninas sem ter medo de bater o carro;
- usar a faixa de pedestres;
- organizar surubas em estacionamentos;
- perguntar o nome de um flanelinha;
- perguntar o nome de uma criança que faz malabarismo no semáforo;
- dar flores para o cobrador de ônibus;
- fechar ruas e jogar bola (avenida paulista, BR-101, etc.);
- ver como andam as coisas no Iraque;
- respirar;



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